Daqui a pouco estarei descendo a serra para a consulta apos negativo.
Nunca imaginei que a jornada seria tao longa, e o caminho tao difícil de trilhar.
Tenho 4 embriões congelados, minha ideia e leva los para CGH e fazer injecao de HCG, vou falar sobre isso abaixo. Não sei qual vai ser as indicões do dr Ivan, mas junto comigo irão essas duas técnicas que pesquisei e achei relevantes no meu caso, e que Deus ilumine meu medico para me dar as coordenadas certas, pois as forcas já estão acabando e a grana já se foi a muito tempo.
Novo tratamento aumenta as chances de gravidez na fertilização in vitro
Procedimento feito antes da transferência de embriões melhora a taxa de sucesso em até 20%
Estudo
será apresentado na Espanha pelo Centro de Reprodução Humana do IPGO.
Tratamento é batizado de IEG (Infusão Endometrial de Gonadotrofina)
Foto:
Hermínio Nunes / Agencia RBS
Recente estudo realizado pelo Centro de Reprodução Humana do IPGO em São
Paulo e que será apresentado em Valencia, na Espanha, durante o 5º
Congresso do IVI (Instituto Valenciano de Infertilidade) entre os dias 5
a 8 de abril, demonstrou que a infusão intrauterina do hormônio chamado
gonadotrofina coriônica humana (hCG), antes da transferência de
embriões nos tratamentos de fertilização in vitro (FIV), aumenta as
chances de sucesso em pacientes com falhas repetidas em tratamentos
anteriores.
O estudo, prospectivo randomizado, realizado pelos médicos Arnaldo Schizzi Cambiaghi, Rogério B. F. Leão e Amanda Alvarez, foi batizado de IEG (Infusão Endometrial de Gonadotrofina). Ele foi baseado na observação de que nos últimos anos houve muitos avanços nas técnicas de reprodução assistida, mas a taxa de sucesso ainda está entre 30 a 50%, por ciclo. Estima-se que 50 a 75% das causas são as falhas na implantação sem motivos aparentes, portanto, muito esforço vem sendo feito para se tentar melhorá-la.
Sabe-se que há vários fatores que contribuem para o embrião conseguir se implantar ao útero e que a qualidade do embrião e a receptividade do endométrio interferem nesse sucesso. A implantação é um processo complexo e muitos fatores estão envolvidos como, por exemplo, a gonadotrofina coriônica humana (hCG). Esse hormônio é secretado pelo embrião e tem papel fundamental na 'penetração' do embrião no endométrio e na regulação da tolerância imunológica ao embrião, essenciais para implantação. Além disso, o hCG regula a liberação de várias substâncias importantes para esse processo.
Dessa forma, surgiu a ideia de que a infusão de hCG diretamente no endométrio poderia melhorar a taxa de implantação. Estudo semelhante a esse foi publicado em 2011. Realizado no Egito por Mansour et al avaliou se a infusão intrauterina de hCG antes da transferência de embrião poderia aumentar a taxa de implantação e de gravidez em ciclos de FIV em pacientes sem falhas prévias. Nesse estudo, foi demonstrado que com esse procedimento aumentou-se a taxa de implantação de 29,5% para 41,6% e a taxa de gravidez de 60 para 75%, resultados estatisticamente significativos.
Como foi realizado
Entre janeiro e dezembro de 2012 foram selecionadas 36 mulheres com indicação de FIV que apresentavam pelo menos duas falhas prévias em ciclos de FIV com transferência de pelo menos um embrião. Todas foram submetidas ao mesmo protocolo de indução da ovulação. No dia da transferência de embriões (em fase de blastocisto), no Grupo 1, as pacientes foram submetidas ao IEG com infusão de 500 IU de hCG seis horas antes da transferência de embriões. No Grupo 2, foram direto para a transferência, seguindo o protocolo usual de todas as clínicas.
Resultados Com o uso do IEG foram observados aumentos de 20% na taxa de gravidez clínica (38,8% vs 27,8%) e implantação (22,5% vs 15,8%). A conclusão é que este novo procedimento pode aumentar a taxa de implantação e gravidez clínica nos ciclos de FIV e representa uma boa opção complementar em pacientes submetidas a estes tratamentos.
— Há casais que sofrem demais com os resultados negativos, por isso devemos procurar fazer sempre o melhor para alcançarmos os melhores resultados — enfatiza o médico Arnaldo Cambiaghi, que coordenou este estudo.
Ele ainda lembra que para muitos casais que passam por tratamentos contra infertilidade, a fertilização in vitro representa a última esperança de conseguir um filho e muitos já passaram por outras tentativas, sem sucesso, de tratamentos de menor complexidade, como o Coito Programado e a Inseminação Artificial. É muito frustrante para eles, que depositaram todas as suas expectativas num tratamento, ver que todos os esforços foram em vão.
— Além da frustração e o enorme efeito psicológico negativo não devemos esquecer o tempo perdido, a disciplina nos horários, injeções, ultrassom, dinheiro gasto, expectativa, ansiedade, a vida que ficou parada neste período e, apesar de tudo isso, o resultado negativo — ressalta Cambiaghi.
O IEG é mais uma possibilidade de tratamento que deve ser incorporada na rotina dos tratamentos de fertilização que ainda não foram bem sucedidos e também naqueles que vão iniciar pela primeira vez.
O estudo, prospectivo randomizado, realizado pelos médicos Arnaldo Schizzi Cambiaghi, Rogério B. F. Leão e Amanda Alvarez, foi batizado de IEG (Infusão Endometrial de Gonadotrofina). Ele foi baseado na observação de que nos últimos anos houve muitos avanços nas técnicas de reprodução assistida, mas a taxa de sucesso ainda está entre 30 a 50%, por ciclo. Estima-se que 50 a 75% das causas são as falhas na implantação sem motivos aparentes, portanto, muito esforço vem sendo feito para se tentar melhorá-la.
Sabe-se que há vários fatores que contribuem para o embrião conseguir se implantar ao útero e que a qualidade do embrião e a receptividade do endométrio interferem nesse sucesso. A implantação é um processo complexo e muitos fatores estão envolvidos como, por exemplo, a gonadotrofina coriônica humana (hCG). Esse hormônio é secretado pelo embrião e tem papel fundamental na 'penetração' do embrião no endométrio e na regulação da tolerância imunológica ao embrião, essenciais para implantação. Além disso, o hCG regula a liberação de várias substâncias importantes para esse processo.
Dessa forma, surgiu a ideia de que a infusão de hCG diretamente no endométrio poderia melhorar a taxa de implantação. Estudo semelhante a esse foi publicado em 2011. Realizado no Egito por Mansour et al avaliou se a infusão intrauterina de hCG antes da transferência de embrião poderia aumentar a taxa de implantação e de gravidez em ciclos de FIV em pacientes sem falhas prévias. Nesse estudo, foi demonstrado que com esse procedimento aumentou-se a taxa de implantação de 29,5% para 41,6% e a taxa de gravidez de 60 para 75%, resultados estatisticamente significativos.
Como foi realizado
Entre janeiro e dezembro de 2012 foram selecionadas 36 mulheres com indicação de FIV que apresentavam pelo menos duas falhas prévias em ciclos de FIV com transferência de pelo menos um embrião. Todas foram submetidas ao mesmo protocolo de indução da ovulação. No dia da transferência de embriões (em fase de blastocisto), no Grupo 1, as pacientes foram submetidas ao IEG com infusão de 500 IU de hCG seis horas antes da transferência de embriões. No Grupo 2, foram direto para a transferência, seguindo o protocolo usual de todas as clínicas.
Resultados Com o uso do IEG foram observados aumentos de 20% na taxa de gravidez clínica (38,8% vs 27,8%) e implantação (22,5% vs 15,8%). A conclusão é que este novo procedimento pode aumentar a taxa de implantação e gravidez clínica nos ciclos de FIV e representa uma boa opção complementar em pacientes submetidas a estes tratamentos.
— Há casais que sofrem demais com os resultados negativos, por isso devemos procurar fazer sempre o melhor para alcançarmos os melhores resultados — enfatiza o médico Arnaldo Cambiaghi, que coordenou este estudo.
Ele ainda lembra que para muitos casais que passam por tratamentos contra infertilidade, a fertilização in vitro representa a última esperança de conseguir um filho e muitos já passaram por outras tentativas, sem sucesso, de tratamentos de menor complexidade, como o Coito Programado e a Inseminação Artificial. É muito frustrante para eles, que depositaram todas as suas expectativas num tratamento, ver que todos os esforços foram em vão.
— Além da frustração e o enorme efeito psicológico negativo não devemos esquecer o tempo perdido, a disciplina nos horários, injeções, ultrassom, dinheiro gasto, expectativa, ansiedade, a vida que ficou parada neste período e, apesar de tudo isso, o resultado negativo — ressalta Cambiaghi.
O IEG é mais uma possibilidade de tratamento que deve ser incorporada na rotina dos tratamentos de fertilização que ainda não foram bem sucedidos e também naqueles que vão iniciar pela primeira vez.


